quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Cinema de Seu Duca conquista a Imprensa!

A première do filme O Cinema de Seu Duca, que ocorreu neste dia 28 de setembro de 2016, à noite, no Cine Sesc Castanhal, foi um grande sucesso. A imprensa local, que compareceu em bom número, demonstrou bastante contentamento com o novo documentário sobre o Cine Argus. Após a exibição, houveram entrevistas e um coquetel comemorativo bastante animado. A aceitação do filme foi muito boa.

Equipe de produção do lançamento do filme e imprensa local, após a exibição (Foto: Ruy José) 

 Ruy José, Marta Carneiro, Amílcar Carneiro e Edivaldo Moura

Evento teve apoio do Sesc Castanhal. Edivaldo Moura e Amílcar Carneiro posam com Márcia (Sesc).

Mais cedo, o diretor Edivaldo Moura participou do Sem Censura Pará, na Tv Cultura, em um gostoso bate-papo sobre a produção do filme e a história do Cine Argus e de seu criador, Manoel Carneiro Pinto Filho (Seu Duca).  Ontem, foi a vez de Inácia Thury, integrante da equipe de produção do evento de lançamento, falar sobre o filme em entrevista no programa de Alaisio Pinto.

 Edivaldo Moura no Sem Censura Pará.

 Edivaldo Moura no Sem Censura Pará.

Inácia Thury no programa de Alaisio Pinto.

O objetivo está sendo conquistar o apoio da imprensa e impulsionar a divulgação do filme no município. A julgar pela calorosa recepção que o filme tem tido, o projeto deve ganhar repercussão.

O Cinema de Seu Duca terá estreia no dia 27 de outubro de 2016, em Castanhal, na Avenida Barão do Rio Branco, entre Maximino Porpino e Quintino Bocaiuva, em frente ao prédio onde funcionou o Cine Argus.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dona Nila, goma!

Seu Duca possuía muitas habilidades. O fundador do Cine Argus durante muito tempo produzia as placas com as quais fazia a propaganda dos filmes, abrindo letras com diferentes estilos e cores, conforme a película anunciada, com um cuidado artístico primoroso. Dona Nila Carneiro, sua fiel companheira, tinha importante participação nesse processo, preparando a goma de mandioca usada para colar os papeís, onde Seu Duca abria as letras, nas placas e cavaletes de madeira. Quem nos conta essa história é a professora Gilberta Carneiro Souto, filha mais nova do casal Duca e Nila.


D. Nila, goma!

Por Gilberta Carneiro Souto

Com essa frase, chegava o Sabá, de bicicleta, com uma lata de um galão de tinta vazia, solicitando que a d.Nila fizesse goma, matéria prima necessária à confecção de placas para anunciar o nome do filme que seria exibido no “cine Argus”.

Dona Nila

A goma, fécula da mandioca, tem, entre outras aplicações, essa função de cola, de grude, quando diluída e aquecida até o ponto de ebulição, formando um produto semelhante a uma gosma.  É dessa forma que é usado no tacacá, comida típica do Pará, que não se enquadra na categoria sopa e muito menos na categoria suco, essa tradicional beberagem é composta basicamente por quatro componentes que se combinam e se integram formando um alimento completo: tucupi, goma, camarão e jambu. O tucupi extraído também da mandioca, por prensagem, requer um repouso de 24h antes de ser fervido para consumo, a fim de eliminar os princípios tóxicos. Já a goma é obtida da mandioca triturada, lavada abundantemente e coada. A partir daí a fécula sedimenta, a água é retirada, obtendo-se a goma fresca, matéria prima para outras tantas iguarias da culinária local, dentre os quais a farinha de tapioca que faz uma   parceria famosa com o açaí e a tapioquinha, uma espécie de beiju, que aceita todos os tipos de recheio, e que atualmente , por seu baixo valor calórico, caiu no gosto popular sendo encontrada em todo o país.
Sebastião Lopes Guimarães é o nome do operador da antiga máquina de passar o filme. Pela manhã cuidava dos que fazeres rotineiros, entre os quais, colar uma folha de papel em branco, medindo cerca de 1,5m x 1,0m em uma base de madeira, onde, posteriormente seriam abertas as letras, indicando o nome do filme do dia, ou dos filmes, quando fosse dupla sessão. Figura bem conhecida de todos os espectadores que, quando a fita quebrava ou escurecia a projeção gritavam uníssonos, “ei Sabá!!!!! “ ou “Acorda Sabá!!!!”.  Emendar os rolos de filme um no outro e após a exibição “desemendar” era atividade especifica do Sabá. Trabalhou no cine Argus até à sua aposentadoria.
Sempre no meio da manhã, quando todas as bocas do fogão estavam ocupadas no preparo do almoço, chegava o Sabá dessa forma, lacônico: D. Nila, goma! Quase uma mensagem cifrada. Nem precisava dizer mais nada: D. Nila, ciosa da importância prioritária de tudo que se referia ao Cine Argus, num entrelaçamento familiar/profissional indissociável, colocava imediatamente a panela com água para ferver, tempo necessário para que a goma fosse produzida. E, despejada na lata antes vazia, era entregue sem mais delongas, concluindo o ritual que se repetia de semana em semana.
D. Nila, mulher de fibra, esposa do proprietário do cine Argus, mãe de 10 filhos, que cuidava da limpeza da casa, cozinhava e ainda arranjava tempo e disposição para fazer tachos de doce de goiaba, foi, pensando bem, uma fantástica companheira para o grande empreendedor, Manoel Carneiro Pinto Filho, e que com muita simplicidade  e de forma pragmática enfrentava todas as vicissitudes, até o início da década de 1980, quando de uma maneira abrupta, por assim dizer, seu Duca, como era chamado, nos deixou.  D. Nila nunca mais foi a mesma pessoa, situação que melhorou ironicamente com a chegada da demência senil, quando, de certa forma ela foi se beneficiando do esquecimento...
O Sabá, que sempre teve uma acurada sensibilidade musical, vive com seus familiares em meio as suas dezenas de discos. Vez por outra, passava para visitar D. Nila, agora sem pressa. E D. Nila, por sua vez, dispõe de todo o tempo do mundo, porém tem sido traída pela memória... Quem é mesmo este senhor??
Aos 96 anos de idade, d. Nila tem sido para todos nós, que com ela convivemos bem de perto, uma memória viva. E de formas variadas temos tido a oportunidade de ir resgatando todo esse manancial de informações, de registro, de esclarecimentos sobre este ou aquele caso; dirimindo duvidas e nos levando a refletir sobre esse privilégio ou incômodo de viver tanto.  E antes que ela pergunte, já vou dizendo:  sou a Gilberta, sua filha mais nova.

Dona Nila e Gilberta Carneiro Souto.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

TV Liberal Apóia O Cinema de Seu Duca

O lançamento do filme “O Cinema de Seu Duca” ganhou o apoio da TV Liberal. O projeto contará com chamadas na programação da emissora e cobertura do evento.

A TV Liberal, após contato da equipe de produção do projeto, tomou conhecimento da organização do evento cultural e por meio de seu Setor de Ativação Comunitária, resolveu apoiar sua realização por meio da divulgação de chamadas na emissora.

O projeto de lançamento do filme em plena Avenida Barão do Rio Branco, na fachada do prédio onde o Cine Argus funcionou durante décadas, ganhou a simpatia da emissora por conta de sua relevância cultural para a cidade de Castanhal. O projeto não tem fins lucrativos e será gratuito e aberto ao público, objetivando o resgate e valorização da história de um dos maiores símbolos culturais desse município: O Cine Argus.

“O Cinema de Seu Duca” terá seu lançamento no dia 27 de outubro de 2016, às 19 horas, na Avenida Barão do Rio Branco, em frente ao antigo Cine Argus (Atual Plástico Amazonas).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Paulo "Mata Velha" e as Telecatch

Alguém ainda se lembra das famosas lutas livres popularmente conhecidas como Telecatch, que misturavam encenação teatral, combate e circo, e que fizeram muito sucesso nos anos 60? Sabiam que o Cine Argus também foi palco de lutas de Telecatch? E por algum acaso alguém lembra ou ouviu falar de um cidadão castanhalense conhecido como Paulo "Mata Velha"? Quem nos conta essa história super curiosa e engraçada é Raimundo Conor, bancário aposentado e um dos personagens do filme O Cinema de Seu Duca.

Telecatch no Cine Argus
Por Raimundo Conor

Nos tempos do Telecatch, onde pontificavam figuras famosas como Ted Boy Marino, Verdugo, Indio Paraguaio e com poucos televisores na cidade, o jeito era transformar-se em televizinhos, como eram chamadas as pessoas que "abicoravam" nas janelas das casas providas desse aparelho mágico.

Foto: google.

Pois bem, a participação do Cine Argus nesses eventos ocorreu através da participação de uma trupe de lutadoras, encabeçadas com uma que se intitulava tia do Eder Jofre, famoso pugilista campeão mundial de boxe. Foi armado um ringue no palco, onde as lutadoras faziam seus "tacles", suas tesouras voadoras, tudo com muita técnica.

Mas a tal tia do Eder, cometeu a asneira de provocar a plateia, convidando um homem para lutar com elas, e, entre eles estava uma figura folclórica, famoso pela sua valentia, chamado Paulo Barbosa, ou "Paulo Mata Velha" como era conhecido. O Paulo pulou para o ringue, e sem técnica nenhuma, mandou ver, distribuindo tabefes, sopapos e trampescos de toda ordem.


Resumo da ópera: Ao fim e ao cabo, tinha lutadora escangotada pendurada nas cordas do ringue.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Novas Colaboradoras!

E mais pessoas estão contribuindo para o projeto de exibição do filme O Cinema de Seu Duca, na fachada do antigo Cine Argus, no dia 27 de outubro de 2016. É o caso da Maria da Conceição Souza Jacome (Concita), da Sandra Luíza Pinheiro e da Socorro Magalhães. A elas todo o nosso carinho e agradecimento! 

 Maria da Conceição Souza Jácome (Concita) - Belo Horizonte

 Sandra Luiza Pinheiro

Socorro Magalhães

E você, já contribuiu com nossa campanha de financiamento coletivo? Você pode colaborar com qualquer valor, e ajudar a construir esse importante evento cultural em nosso município. E a partir de 30,00 garante um DVD do filme. E não se esqueça de enviar seu comprovante, nome e foto, para registrarmos em nosso blog e na fanpage!

Dados bancários para depósito ou transferência:
Banco do Brasil. Agência: 0708-0. CC 19877-3. Titular: José Edivaldo Moura da Silva.